Pronto. Sou orkuteira, blogueira e a mais nova twitteira.
Me sinto a própria sedentária e ao mesmo tempo a própria atleta do século XXI. Os únicos que estão fazendo exercício em mim são meu cérebro e meus dedos. Porém, mesmo sentada estou digitando, assistindo televisão, conversando com um número de pessoas que não seria possível ao vivo e lendo sobre as nóticias que estão acontecendo em todo o mundo em tempo real.
O número de informações que um internauta consegue receber em um minuto é realidade impensável há algumas décadas atrás. E a agilidade com que o mesmo internauta tem que reagir a todas essas informações também é surreal. O cérebro está ligado, ao mesmo tempo, à televisão e ao texto que seu proprietário está digitando no exato momento. E o pior é o pouco tempo que se tem para realizar todas essas tarefas. Estamos sempre ligados a 220V.
Em menos de cinco minutos consegue-se ligar o pc, entrar no orkut, no msn, no twitter, no blog, ligar a tv e, para ser mais contemporânea, não se liga o rádio: abre-se o wmp.
Em menos de cinco minutos já se escreveu no twitter o que vc está fazendo, já respondeu os recados do orkut, já se abriram as janelas de conversação do msn e mais um novo tema para se escrever no blog já está à tona:
Michael Jackson, Influenza A, Air France, crise mundial, Barack Obama, Coréia envia mais mísseis, fraude eleitoral no Irã, golpe de estado em Honduras, crise no senado brasileiro.
Todas essas informações são recebidas a velocidades nunca antes imaginadas.
Sem se esquecer dos problemas de cunho político, econômico e social que assolam cada nação mundial em maiores ou menores proporções. Problemas que se arrastam há séculos no Planeta Água. Problemas que sempre revoltaram os cidadãos. Estes expressavam sua revolta com manifesto às ruas, com lutas armadas ou pacíficas, com passeatas, colocando a cara a tapa, literalmente.
Hoje, expressamos nossas revoltas, desejos, esperanças e críticas movimentando as falanges. A liberdade de expressão é, sem dúvida, a maior em toda história da humanidade. Concordo, também, que tal mecanismo permitiu que cidadãos sem liberdade de expressão, como chineses, pudessem expor seus pensamentos. Assim como iranianos puderam mostrar ao mundo a realidade que estavam vivendo nos manifestos contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.
Precisamos usar esse privilégio para fazer a diferença. Vivam os revolucionários virtuais!
domingo, 5 de julho de 2009
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